Veículos da Lotrans ultrapassam 1,280 milhão de km rodados

10 / 01 / 20

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Obter o máximo de disponibilidade dos veículos é uma das maiores preocupações da Lotrans Logística e Transporte, que tem sede em Mogi Guaçu (SP). E, segundo os gestores, o uso exclusivo de peças genuínas é a principal providência tomada para garantir a frota rodando o maior tempo possível.

A empresa faz transporte de insumos e produtos acabados nos setores de papel e celulose, siderúrgico, automobilístico, de bens de consumo e transformação. E tem um braço no setor de fretamento de passageiros. Todos os 80 ônibus são da marca Mercedes-Benz, assim como 70% dos caminhões. De quebra, a Lotran tem ainda 11 vans Sprinters.

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    O diretor de Operações da empresa, Rildo Martin:”O importante é manter a disponibilidade do veículo”

    “Temos planos de manutenção de cinco anos para os veículos novos. Isso já garante a utilização de peças genuínas. Nos equipamentos mais antigos, nós fazemos manutenção própria. Mas também só utilizamos peças genuínas”, garante o gerente de Frota, José Roberto Fraleoni.

    Em outras épocas, a empresa, que tem 20 anos, buscou opções mais em conta: “Já usamos muitas peças de segunda linha. Mas na hora de você fazer a conta de cinco anos de circulação de um caminhão, você vai perceber uma diferença grande. O caminhão com peças genuínas produz muito mais”, afirma.

    Não existe nenhum Guiness no transporte brasileiro de cargas. Mas, se houvesse, possivelmente a transportadora ganharia recordes pela quilometragem rodada de seus veículos. De uma frota de 50 caminhões Axor (modelo 2035), adquiridos entre 2009 e 2010, dez já ultrapassaram a marca de 1,280 milhão de km rodados, sem que seus motores tenham sido abertos uma única vez.
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    Uma longa história de relacionamento com a estrela da Mercedes-Benz

    Segundo Fraleoni, com boa manutenção preventiva, as empresas, de modo geral, conseguem chegar a, no máximo, 900 mil km sem refazer motores. Ou seja, a Lotrans foi muito além.

    “A grande vantagem de se utilizar peças genuínas é que o tempo de disponibilidade do equipamento é maior. O importante é deixar o veículo sempre disponível. Minimizando tempos de paradas, emergências e não cumprimento de prazos, conseguimos atender às expectativas dos clientes”, conta o diretor de Operações da empresa, Rildo Martini.

    Para ele, as novidades apresentadas pela Mercedes-Benz, na última Fenatran – de 14 a 18 de outubro em São Paulo – vão ajudar a aumentar ainda mais a disponibilidade dos caminhões. Inovações como os serviços conectados remotamente com a rede e o piloto automático preditivo, que monitoram em tempo real a operação dos caminhões, serão bons aliados. “Essas inovações que estão chegando são extremamente importantes para o futuro do transporte de carga no País. Estar conectado o tempo inteiro permite que a gente faça avaliações de eficácia e eficiência. Conseguiremos cada vez mais avaliar a

    atuação do motorista, fazendo com que ele e o veículo se comportem de forma mais econômica e competitiva”, afirma Martini.

    O diretor ressalta que, além do aspecto econômico, também virão melhorias em termos de segurança e para o meio ambiente. “Minha única preocupação é que temos de investir bastante em mão de obra porque ela não vem acompanhando a evolução tecnológica”, declara. Para ele, treinar motoristas será uma demanda não só para as transportadoras, mas também para a indústria de caminhões. “Isso será necessário para que o setor possa realmente se beneficiar da tecnologia. Se não, vai ser uma inovação inerte.”

    MODELO – A Lotrans tem se tornado referência quando o assunto é disponibilidade de frota e manutenção. A convite da Mercedes-Benz, o gerente de Frota, José Roberto Fraleoni, fez uma visita à Central de Peças da montadora, em Campinas, na qual foi aberto para análise o motor de um caminhão Axor 2544. Ele pertence à transportadora e havia ultrapassado a marca dos 500 mil km rodados. “A surpresa foi grande. As peças estavam em ótimas condições. Foi a prova de que uma boa manutenção preventiva com peças genuínas valem a pena”, ressalta.

    O motor foi montado novamente e voltou para o veículo da Lotrans.

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    José Roberto Fraleoni, durante operação de desmonte do motor, em Campinas

    ESCOLHA – Questionado sobre o motivo da opção pela marca Mercedes-Benz, o diretor de Negócios da empresa respondeu: “É um conjunto de justificativas. Em primeiro lugar, o que nos convence é a qualidade do produto. Outro motivo é que conseguimos boas negociações de valores com a Mercedes-Benz. A rede de concessionárias espalhadas pelo País também é um componente importante para nós. E ainda temos os financiamentos (do Banco da Mercedes-Benz), que têm sido muito competitivos”, explica Martini.

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