Febre Amarela: quem vive na estrada precisa de atenção redobrada.

26 / 02 / 18

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Os casos de febre amarela vêm crescendo em diversas regiões do país, o que nos alerta para a necessidade da vacinação contra a doença, principalmente para quem viaja até as áreas consideradas de risco, segundo o Ministério da Saúde.

Trabalhadores do setor de transportes devem estar atentos à sua imunização, uma vez que transitam por diferentes cidades e estados e correm mais riscos de entrar em contato com o mosquito causador da doença.

 Sintomas

 * Febre súbita

* Calafrios

* Dor de cabeça

* Dores nas costas e corpo em geral

* Náuseas e vômitos

* Fadiga e fraqueza.

Nos casos mais graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, levando a óbito.

Tratamento

A febre amarela não tem tratamento específico. Os médicos utilizam remédios para controlar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos para as dores de cabeça e corpo, por exemplo.

Salicilatos como AAS e Aspirina devem ser evitados, pois reduzem o fator de coagulação ideal do sangue e portanto, podem desencadear hemorragias em indivíduos infectados.

NUNCA SE AUTOMEDIQUE – procure a unidade de saúde mais próxima de você caso identifique qualquer sintoma.

Prevenção

Além da vacinação, outras atitudes podem ajudar na prevenção da doença como usar roupas compridas e repelentes. Caso você identifique algum desses sintomas, deve procurar um médico e informar caso tenha feito alguma viagem para áreas de risco cerca de duas semanas antes. É importante também informar se tomou a vacina e quando isso ocorreu.

Quem não deve tomar a vacina

Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou a terapias.

  • Transplantados e quem recebe quimioterapia, radioterapia e corticoides em doses elevadas).
  • Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Rituximab).
  • Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina.
  • Pessoas com reação alérgica grave ao ovo.
  • Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

A febre amarela no Brasil

Desde 1942 o Brasil não registrou nenhum caso de febre amarela urbana, somente em matas e locais perto de florestas. O vírus circula entre os macacos e é transmitido por mosquitos. A infecção humana acontece com a picada deste mosquito. Importante: o mosquito é o único transmissor da doença.

Segundo epidemiologistas, os casos silvestres acontecem em ciclos, ou seja, de tempos em tempos. Desta forma aumenta a necessidade de imunização da população onde uma única dose da vacina é o suficiente para toda a vida. Gestantes e idosos devem passar por avaliação médica antes de receber a dose.

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